O mercado de carbono evolui rapidamente, impulsionado por regulamentações, inovação tecnológica e urgência climática. Em 2026, três segmentos principais convergem para transformar preços, demanda e oferta.
Em 2023, o mercado de carbono movimentou mais de US$ 900 bilhões em transações, segundo dados da Refinitiv. Essa cifra destaca a magnitude de um setor que une interesses econômicos e ambientais.
À medida que nos aproximamos de 2026, espera-se crescimento exponencial na demanda, aliado a desafios de escassez e necessidades de maior transparência nos créditos.
Especialistas da Sylvera identificam três segmentos que dominarão o cenário:
O segmento CORSIA viverá escassez realista de oferta até 2027, elevando o prêmio nos contratos futuros. Já as remoções de alto valor devem ganhar tração, impulsionadas por contratos de longo prazo e estruturas contratuais mais robustas.
O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei 15.042/2024, será um dos palcos mais observados até 2026.
Espera-se que o preço inicial seja de US$ 30/tCO₂e, caminhando para US$ 60/tCO₂e em fases posteriores. Essas faixas refletem cenários de governança e segurança jurídica ainda em consolidação.
Estimativas apontam impactos positivos de até 6% no PIB até 2040 e queda de 21% nas emissões reguladas. Até 2050, o Brasil pode reduzir emissões em 27% e agregar 8,5% ao PIB.
Globais:
Locais (Brasil):
O SBCE conta com um comitê multissetorial e pilotos de ETS setoriais. A Amazônia e as práticas de agricultura regenerativa reforçam o protagonismo nacional em nature-based solutions.
Em 2026, o país deverá apresentar regras infralegais, abrindo caminhos para investimentos acima de US$ 250 milhões ao ano em projetos de baixa emissão.
O sucesso do mercado de carbono depende do equilíbrio entre oferta confiável e demanda crescente. Entre os principais pontos:
Por outro lado, as oportunidades são promissoras:
O horizonte de 2026 mostra um mercado de carbono mais integrado, com demanda crescendo 15 vezes até 2030 e potencial de 100 vezes até 2050.
O Brasil, com seu SBCE e recursos naturais, está posicionado para liderar uma transição justa e lucrativa, atraindo investimentos e reduzindo emissões. À medida que as previsões se confirmam, empresas e governos precisarão agir com agilidade, transparência e visão de longo prazo para aproveitar ao máximo essa oportunidade histórica.
O mercado de carbono não é apenas uma ferramenta de regulação, mas uma alavanca para inovação, desenvolvimento sustentável e impacto positivo global.
Referências